terça-feira, 17 de novembro de 2015

Uma exposição que privilegia os outros sentidos na 10ª Bienal do Mercosul

Olfatória: O Cheiro na Arte é uma das exposições da 10ª Bienal do Mercosul dedicada aos outros sentidos que não exclusivamente aquele do olhar (olfato, paladar, audição, tato). Nem todas as obras nesta exposição podem ser tocadas, cheiradas, ouvidas ou provadas, pois esta é uma exposição realizada dentro do universo da visualidade e procura ser antes de tudo um espaço de reflexão. Esta plataforma curatorial é uma das mais avançadas exposições realizadas nos últimos anos no Brasil. É a primeira vez que uma exposição de grande envergadura sobre a arte da América Latina adota a via interpretativa do olfato como ingresso no universo das obras de arte. Na exposição é possível ver obras históricas (não comissionadas) de Angélica Pérez Germain (EUA, 1972 - Islas Juan Fernández-Chile, 2010), Daniel Lezama (México, 1968), Ernesto Neto (Rio de Janeiro, Brasil, 1964), Juraci Dórea (Bahia, Brasil, 1944), Oswaldo Maciá (Colômbia, 1960), Rubén Ortiz-Torres (México, 1964), Fritzia Irízar (México, 1977), Saidel Brito Lorenzo (Cuba, 1973), Patricia Wich (Asunción-Paraguay, 1978), Lygia Pape (RJ, Brasil, 1927 - 2004), Waltércio Caldas (Rio de Janeiro-Rio de Janeiro, Brasil, 1946), entre inúmeras outras. Obras do século 19 até a contemporaneidade são exibidas em justaposição não cronológica, privilegiando a relação conceitual entre os diversos problemas artísticos tratados por cada uma delas.
É sabido que o cheiro foi banido da modernidade e que o espaço canônico de exibição de suas obras, o chamado “cubo branco” foi concebido como um espaço asséptico, inodoro, e sem ruído. Dentro dele, o processo de canonização se realizou, construindo um campo de obras que atingiram o mais alto grau de relevância dentro de uma narrativa hegemônica da história da arte da modernidade. Historicamente o olhar, como formador do cânone do ocidente, tornou-se o sentido privilegiado e todas as obras que fugiam à norma foram excluídas daquele espaço. Olfatória, que pode ser visitada na Usina do Gasômetro, é uma abordagem radical da visualidade através de outros sentidos e de uma plataforma que busca ativar o pensamento crítico diante da arte.


Calumny (2007)
Oswaldo Maciá (Cartagena-Colômbia, 1960)
Coleção do artista, Inglaterra



Gira (2015)
Alexandre Vogler (Rio de Janeiro-Rio de Janeiro, Brasil, 1973) 
Coleção particular, Brasil



13 (1995 - 2015)
Saidel Brito Lorenzo (Matanzas-Cuba, 1973)
Coleção do artista, Equador



Roda dos Prazeres (1968)
Lygia Pape (Nova Friburgo-Rio de Janeiro, Brasil, 1927 - Rio de Janeiro-Rio de Janeiro, Brasil, 2004)
Coleção Projeto Lygia Pape, Brasil



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

10ª Bienal do Mercosul leva obras de 402 artistas latino-americanos à capital gaúcha



Alberto Bitar (Belém-PA, 1970), Sobre o Lugar de Alguém (2015), Still do vídeo, Coleção do artista – divulgação


Uma mega exposição está chegando à capital gaúcha para alegrar o coração dos apaixonados por artes plásticas. Trata-se da 10ª Bienal do Mercosul, que exibe mais de 700 obras de 402 artistas latino-americanos de 23 de outubro a 06 de dezembro.
Com o tema Mensagens de uma nova América, a mostra está dividida em quatro campos conceituais: “A Jornada da Adversidade”, “A Insurgência dos Sentidos”, “O Desapagamento dos Trópicos” e “A Jornada Continua”.
Alguns artistas brasileiros da bienal são: Aleijadinho, Tarsila do Amaral, Beatriz Milhazes, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Adriana Varejão, Cildo Meireles, Arthur Bispo do Rosário, Franz Weissmann, Amilcar de Castro, Alberto da Veiga Guignard, Iberê Camargo, Lygia Pape, Leonilson, Nuno Ramos
Já os destaques internacionais são: Diego Rivera, Alfredo Volpi, José Clemente Orozco, Jesús Rafael Soto, Felipe Rivas, Emilia Sandoval e Alfredo Jaar, Luis Tomasello, Carlos Cruz-Diez, Rogelio Polesello, Joaquín Torres-García, Juan Downey, Miguel Rio Branco, Julio Plaza e León Ferrari.
Confira as obras e os artistas que estarão nesta  10ª  edição da Bienal do Mercosul em Porto Alegre-RS.
Créditos para https://catracalivre.com.br

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

PROGRAMA EDUCATIVO DA 10ª BIENAL DO MERCOSUL LANÇA PROJETO OBJETOS CRUZADOS

Propostas de Ações Poéticas em arte contemporânea serão desenvolvidas em escolas públicas e privadas
Trabalhar criativamente para transformar o uso de cubos brancos e molduras de quadros é o objetivo do projeto Ações Poéticas – Objetos Cruzados, do Programa Educativo – Possibilidades do Impossível, da 10ª Bienal do Mercosul. A proposta vai ser desenvolvida junto com escolas públicas e privadas de Porto Alegre, região metropolitana e do interior do estado, que tenham interesse em colocar em suas agendas educativas um projeto que relaciona o processo de ensino-aprendizagem com a arte contemporânea. Os cubos e as molduras poderão ser manuseados livremente por alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar das escolas parceiras.
Programa Educativo_facebook-01
Objetos Cruzados propõe deslocar o uso desses objetos para algo inusitado e livre, de forma que o significado original desses objetos seja transformado e, através de criação própria, os novos cubos e molduras se tornem portadores de uma memória de apropriação A interferência transforma-se em um exercício criativo. Quem se envolver com o processo também deve fotografar o processo de construção, para que o registro da transformação seja feito.
Os registros realizados deste processo de criação e os objetos transformados vão ser reunidos no espaço do Programa Educativo na Bienal, no Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, no centro de Porto Alegre. Os novos cubos e molduras passam, então, a integrar a própria Mostra da 10ª Bienal do Mercosul, e ficam expostos de 03 de novembro a 06 de dezembro.
O que precisa para participar dos Objetos Cruzados?
  • Ser um espaço de ensino, público ou privado;
  • Escolher uma pessoa que seja a incentivadora da ação dentro da instituição e que possa servir de contato com o Programa Educativo da 10ª Bienal. Este responsável também deverá fazer o registro fotográfico dos objetos alocados no espaço, desde a sua chegada, passando pelo processo criativo de transformação/interferência, até a saída da escola;
  • Se responsabilizar pelo transporte dos objetos (de ida e de retorno), com atenção ao prazo de entrega/devolução dos objetos.
Como participar?
A participação das escolas acontece a partir de inscrição online através do link https://goo.gl/2s8FPWO Programa Educativo também disponibiliza telefone e e-mail para tirar dúvidas: (51) 3254 7554 e poeticas@bienalmercosul.art.br. É possível acompanhar as informações do Educativo pelo Blog em http://goo.gl/G1K0oD.
A seleção de escolas parceiras acontece até o dia 30 de setembro de 2015, bem como a realização dos registros fotográficos de entrega dos cubos e molduras. Em outubro serão realizadas as intervenções criativas nesses objetos, que devem retornar ao Programa Educativo até o dia 30. A montagem da exposição com os novos objetos acontece no dia 02 de novembro, abrindo para visitação pública no dia seguinte (03).
 Sobre a 10ª Bienal e o Programa Educativo.
A mostra da 10ª Bienal – Mensagens de Uma Nova América – está voltada para a produção artística de países latino-americanos, e pretende dar conta de um considerável número de pontos cegos deixados pela crítica e pela historiografia, trazendo à superfície obras cuja contribuição artística ainda não recebeu o devido reconhecimento.
O Programa Educativo desta edição tem como objetivo a construção de experiências que possibilitem uma memória coletiva dos processos gerados neste contexto. Trabalhamos a experiência da memória como marco conceitual, com enfoque na pedagogia da memória como marco de trabalho com os artistas. O Programa Educativo busca trazer para o cotidiano do trabalho, conceitos relacionados com transformação, reflexão crítica, a cotidianidade como campo temático, processos inclusivos, a memória pública, a experimentação, as obras como experimentações conceituais, a produção de novos sentidos através de experiências pessoais e coletivas, em um processo de diálogo aberto e contingente.
Texto retirado da Fundação Bienal do Mercosul 

Abre no próximo mês a 10ª Bienal do Mercosul em Porto Alegre - RS


10ª Bienal do Mercosul
A 10ª Bienal do Mercosul "Mensagens de Uma Nova América" traz a Porto Alegre cerca de 700 obras de 402 artistas de 21 países. A equipe curatorial é formada pelo Curador-chefe Gaudêncio Fidelis (Brasil), o Curador-adjunto Márcio Tavares (Brasil), pelos Curadores-assistentes Ana Zavadil (Brasil), Fernando Davis (Argentina), Raphael Fonseca (Brasil), Ramón Castillo Inostroza (Chile) e pelo Dialogante - Curador do Programa Educativo Cristián G. Gallegos (Chile). A exposição, cuja proposta é retomar uma das vocações históricas da Bienal do Mercosul, exibindo exclusivamente a produção artística dos países da América Latina, irá ocupar os seguintes espaços da Capital: Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, Instituto Ling, Memorial do Rio Grande do Sul, Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – MARGS, Santander Cultural e Usina do Gasômetro.
Fique por dentro das notícias da 10ª Bienal do Mercosul  

Por Jéssica Pinheiro

terça-feira, 19 de maio de 2015

Dia do Desenho de Montenegro com muito Sol e Cor

O primeiro Dia do Desenho de Montenegro desta segunda edição foi um sucesso.

Muita gente deu uma passadinha na praça para pintar, bordar, desenhar e conversar. Foi uma grande troca e coletividade. 







Por Jéssica Pinheiro

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Segunda Edição do Dia do Desenho + Exposição enREDadas


PIBID e Licenciatura em Artes Visuais da UERGS realizam em Montenegro o segundo DdD, Dia do Desenho, na terceira semana de maio na Praça dos Ferroviários, nas proximidades da Uergs.
Serão dias e horários diversos na semana para estar com as pessoas e com a arte, para compartilhar desenhos, poemas, ideias. O DdD neste ano está vinculado à IV Semana de Arte Educação (UNESCO, 2015) e o III Projeto Exposições enREDadas "Uma arte realmente útil".


Dia do Desenho em Montenegro (DdD) vem a ser uma ação artística que ocorre em consonância a outras ações mundiais deste tipo. Pode ser citado o The Big Draw, um dos maiores festivais de desenho no mundo que oferece um espaço livre de convivência e atividades de desenho conectando pessoas de várias idades, profissionais de museus, artistas, ilustradores com a cidade e uns com os outros. Em eventos deste tipo acredita-se que todos podem desenhar e conectar-se às pessoas e à cidade.
Esta ação acontecerá tendo apoio do PIBID – Subprojeto de Artes Visuais da UERGS e pretende-se com ela promover à comunidade montenegrina uma prática coletiva na linguagem do desenho, uma das mais acessíveis e tradicionais formas de produção de imagem e arte. Desta forma, nosso intento é promover uma produção sensível e coletiva de desenhos no espaço público, fora dos lugares convencionais de arte, e aproximar a prática artística da comunidade em geral, as pessoas entre si e as pessoas ao espaço público. Entendemos ainda que o Dia do Desenho em Montenegro contribuirá para divulgar a UERGS junto à comunidade e para complementar a prática de mediação artística dos alunos da Graduação em Artes Visuais: licenciatura (Pibidianos e demais alunos que atuarão voluntariamente).

Em relação à primeira edição, em dezembro de 2014, o Dia do Desenho em Montenegro deste ano estará vinculado a dois movimentos de relevância internacional: a Semana Internacional da Arte-Educação, comemorada anualmente na terceira semana de maio e a III Exposição enREDadas <http://exposicionesenredadas.blogspot.com.es/> cujo lema é Uma ARTE realmente ÚTIL, coordenada pela professora Ángeles Saura. A partir de sua atuação na Universidad Autónoma de Madrid, Espanha, diversas manifestações artísticas acontecem no mundo sob sua coordenação. O Dia do Desenho em Montenegro estará vinculado a ambos eventos, agregando-se à chamada mundial sobre a arte na educação e à IV Semana Internacional da Arte Educação.

Por Jéssica Pinheiro

Curso sobre Cinema, Narrativa e História da Arte na modernidade


Curso de Artes Visuais da Uergs Montenegro-RS promove de maio a outubro: 

Entre maio e outubro de 2015, o curso de Artes Visuais da Unidade de Montenegro promove o curso “Cinema e História da Arte na modernidade: Montagens, Ficções e Narrativas” sob a coordenação do professor assistente de História, Teoria e Crítica da Arte e Metodologia do Ensino da Arte e doutorando em Artes Visuais/ História Teoria e Crítica pela PPGA/UFRGS, Igor Simões.
 Na cinematografia do século XX várias vezes a arte, seus procedimentos e seus artistas foram temas de filmes, assim como muitos filmes influenciaram e foram produzidos como procedimentos dentro do campo da arte. Abordar a história da arte por este viés é, antes de tudo compreender que a própria disciplina pode ser pensada como uma ficção. Explica-se: como a construção de formas de narrar biografias e obras de artistas que reiteradamente são expostos e se impregnam na noção de arte que operamos no cotidiano e, também nos estudos acadêmicos contemporâneos.
Em um filme, uma das etapas indispensáveis é o processo de montagem. Ali, todas as imagens previamente existentes, captadas pelo olho da câmera são organizadas no intuito de produzir uma narrativa.
Todas estas indagações que trazem a este projeto tomam como ponto de partida duas instancias indispensáveis da vida acadêmica em geral e do curso de Artes Visuais em específico: O Ensino e a pesquisa. Foi diante da curiosidade epistemológica dos alunos durante a disciplina de História e Crítica da Arte II, no segundo semestre de 2014 e, das pesquisas realizadas por mim, professor, pesquisador e proponente desta ação que chega-se a um dos objetivos principais desta empreitada: Possibilitar a continuidade dos estudos sobre a arte no século XX e relaciona-la com um enriquecimento do repertório dos discentes em um meio indispensável para compreensão deste momento histórico: O cinema e sua recorrência no pensamento do século findado há tão pouco tempo e ainda presente de forma subterrânea nas formas de conhecimento produzidas na contemporaneidade. No entanto, é também uma das premissas deste projeto que estes temas e deslocamentos de pensamento possam ser compartilhados com outros. Homens e mulheres da comunidade de Montenegro e região que possam interessar-se pelo tema e encontrar no projeto um espaço para construir conhecimento tendo a universidade como um ponto de referência na cultura da cidade e da região em que está inserida. O Projeto se desenvolverá a partir da indicação e disponibilização prévia aos inscritos de bibliografia e cópias dos filmes. Os filmes serão assistidos anteriormente aos encontros. Os textos disponibilizados também devem ser lidos antes de cada encontro com o fito de facilitar os debates e discussões que acontecerão nas datas estabelecidas no projeto. O curso conta ainda com as bolsistas Claudine Silva e Luana Silva. 
As inscrições podem ser feitas entre os dias 15 e 30 de maio, na secretária da UERGS, na Unidade de Montenegro.

Jéssica Pinheiro

domingo, 19 de abril de 2015

Ícone: Revista Brasileira de História da Arte


A Revista Ícone  é a primeira revista acadêmica brasileira criada com o objetivo específico de constituir um espaço para a divulgação da produção acadêmica em História da Arte. A Revista Ícone é uma publicação semestral, em formato digital, vinculada ao Departamento de Artes Visuais e ao Bacharelado em História da Arte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


A Revista Ícone está disponível em PDF 
   

Família participativa durante as aulas de Arte.

UMA DICA DE PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA NAS ATIVIDADES DE ARTES:

REFLETINDO: “A escola tem ou não papel fundamental na formação de público dos museus? Foi a partir desse questionamento que Denise Grinspum, especialista em arte-educação e gerente geral do Instituto Arte na Escola, em São Paulo, desenvolveu a sua tese "Educação para o Patrimônio: Museu de Arte e Escola - responsabilidade compartilhada na formação de públicos", defendida na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), em 2000. Denise, que também é membro da diretoria do Comitê Brasileiro do International Council of Museums (ICOM), revelou em seu estudo que museus não integram a lista de passeios mais realizados por famílias de nenhuma classe social, nem mesmo por aquelas que moram em bairros próximos a espaços culturais. Conclusão: acaba sobrando para a escola assumir esse dever”.


NA ESCOLA:

A partir de uma reunião com os pais sobre o comportamento dos alunos do fundamental I da EEEFM Catharina Chequer, aproveitamos (no final da reunião) para convidá-los para participarem de uma atividade que seria desenvolvida pela turma, durante as aulas de artes. A atividade era uma visita à exposição " Das viagens, dos desejos, dos caminhos" no Museu Vale. Esta atividade era parte do projeto desenvolvido com os alunos sobre memória e identidade, na qual também foi desenvolvida a atividade sobre as paneleiras de goiabeiras, postada neste blog.
Duas mães se prontificaram a participar e a ajudar durante a visita. 
Observação 1: havia um limite de pessoas para a exposição, que eram 30 pessoas.


NA VISITA AO MUSEU:


Participação da mãe durante a oficina.



Participação da mãe com o seu bebê e filha ao lado (mãe e filha juntos).

Mães com seus filhos na oficina (estou à direita com a minha filha, que também é minha aluna


Foi importante a participação dessas mães, pois os alunos sentiram a presença ou a possibilidade de seus familiares nas atividades escolares. As mães ficaram maravilhadas, pois nunca haviam ido a uma exposição de artes. 


Abraços da Brígida
(professora de Arte)

sábado, 18 de abril de 2015

PROJETO FOTOGRAFIA

       Eu Xeila Paravisi, professora de arte de duas Escolas Municipais de Caxias do Sul/RS pretendo relatar o projeto que estou desenvolvendo com 3 turmas de 8ºs Anos da Escola Pe. João Schiavo, do distrito de Fazenda Souza.
       A ideia dos relatos é que ocorram após o desenvolvimento de cada etapa, para que a partir das interferências ocorridas neste espaço, possa ser reestruturado e repensado conjuntamente com os blogueiros e os alunos. Sendo assim o projeto não inicia com uma estrutura fechada e com datas pré-estabelecidas, será construído a partir das necessidades, interesses e sugestões dos alunos, dos professores envolvidos e do curso Aprendendo com Arte.
CLIENTELA:
A grande maioria dos alunos tem idade regular para o ano que estão cursando,. Entraram na Escola Pe. João Schiavo  na educação infantil e são meus alunos desde o 6º ano. Além disso, estou inteirada da suas vidas pessoais e escolares, pois estava na direção da referida escola enquanto estes alunos cursavam os anos iniciais. Sendo assim, ao iniciar o ano letivo, já conhecia o nível de aprendizagem dos alunos e as aprendizagens artísticas adquiridas no decorrer dos anos.
IDEALIZAÇÃO DO PROJETO:
A ideia de realizar o projeto de fotografia surgiu a partir da necessidade de trabalhar outras linguagens artísticas, além do desenho, da pintura e da escultura. Propus aos alunos, que fizéssemos no decorrer do ano letivo de 2015 uma série de experiências fotográficas, conhecêssemos obras e artistas fotográficos e explorássemos programas como o Gimp e o Stop Motion. A partir da concordância dos alunos começamos a formatar o projeto.
PRIMEIRA ETAPA:
Fizemos um levantamento inicial do número de alunos que poderiam levar a sua máquina fotográfica para a escola. Neste momento foi descartado o uso do celular, pois a escola tem como norma não permitir a utilização deste instrumento em sala de aula e para evitar problemas com o mau uso. Ficou acordado que seria enviado um bilhete ao pais, comunicando o desenvolvimento do projeto pela disciplina de arte e solicitando a autorização para o empréstimo.
SEGUNDA ETAPA:
Estudo teórico de alguns conceitos técnicos da Composição Fotográfica. Nesta etapa, reuni os alunos em duplas para que gradativamente estudássemos os seguintes conceitos: regra dos terços, chave tonal, composição monoton e de contraste, forma fechada e aberta, planos, cortes e enquadramentos (grande plano geral, plano geral, plano médio, primeiro plano, plano de detalhe), foco, desfoque, movimento, estaticidade, forma, espaço, fusão, composição, ângulo, posição da máquina, cor, textura, iluminação, sombra, flash, perspectiva, linhas, mergulho, contra-mergulho e etc). A cada ítem estudado e discutido os alunos faziam um exercício de fixação através de desenho ou da análise e classificação de fotografias (obras de Sebastião Salgado ou de revistas). A minha preocupação era que os alunos não tivessem interesse ou que achassem muito cansativo,  mas a dinâmica de duplas e de fazer atividades práticas instigou inúmeras discussões, relatos e análises. Muitos alunos começaram a fotografar em casa,  aplicando os conceitos estudados.
TERCEIRA ETAPA:
A turma foi dividida em grupos de acordo com o número de máquinas disponíveis. Cada grupo deveria ter no mínimo uma máquina fotográfica. Os alunos foram orientados para que circulassem pelas dependências  da escola e seus arredores,  fotografando o que lhes chamassem a atenção,  mas que procurassem tirar fotos de: grande plano geral, plano geral, plano médio, primeiro plano e plano de detalhe. Enquanto os alunos fotografavam eu fazia alguns apontamentos, chamando atenção sobre enquadramento, luminosidade e possíveis locais a serem fotografados. 
A atividade seguinte será baixar as fotos de cada grupo no computador e fazer juntamente com a turma uma análise, ponderando o que ficou interessante e o que poderia ser melhorado.   






QUARTA ETAPA:
Os grupos deverão escolher um assunto ou um produto a ser fotografado para uma possível propaganda. Cada grupo deverá montar o ambiente, com o produto e fotografar, experimentando diferentes composições, diferentes cores e diferentes  luzes (flash, luz natural, artificial e etc.).
Nesta fase também serão baixadas as fotos no computador para a análise do grande grupo.
* Esta etapa ainda não foi realizada por nenhuma turma.
* As etapas seguintes serão criadas a partir das análises e dos debates com os alunos, mas tenho a intenção de contextualizar com as obras do Sebastião Salgado e fazer releituras de algumas das suas obras. Utilizar as fotos dos alunos para trabalhar com do programa Gimp no laboratório de informática e mais no final do ano com o Stop Motion. 
 

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Cultura capixaba: as panelas de barro de Goiabeiras

Atividade desenvolvida com os alunos do ensino fundamental I da Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Catharina Chequer/ Vila Velha/ ES.

As fotografias abaixo são o registro de parte do desenvolvimento dos trabalhos desenvolvidos com os alunos do fundamental I sobre patrimônio local. O trabalho foi desenvolvido durante as aulas de artes com a ajuda das professoras regentes de classe, que também participaram do processo. Dentre as riquezas locais descobertas pelos alunos durante as aulas, tivemos a pesquisa sobre as panelas de barro de Goiabeiras que são o ícone da identidade cultural do Espírito Santo. As panelas de barro são produzidas conforme antiga tradição indígena. São essenciais no preparo e na apresentação de pratos típicos capixabas.

Vídeo sobre as riquezas locais do Espírito Santo

Vídeo sobre as paneleiras de Goiabeiras

Por meio do mapa conversamos sobre a história local


Os alunos foram ao galpão das paneleiras para conhecerem o processo da produção da panela de barro. Receberam as instruções para a produzirem a panelinhas.

Conheceram o local da queima das panelas de barro.

Produziram as panelas de barro.

O grupo no galpão das paneleiras.

Professora: Brígida Penna Rocha Moreira

A importância da formação continuada para Professores de Arte


Um levantamento do Todos pela Educação com base nos dados do Censo Escolar da Educação Básica de 2013 aponta que metade dos professores do ensino médio e quase um terço dos docentes do ensino fundamental não possuem licenciatura específica na disciplina que lecionam. O caso de Artes é o mais complexo: 14,9% dos professores do ensino médio e apenas 7,7% dos que atuam no ensino fundamental têm formação específica na área. As convidadas Rosa Iavelberg (FE-USP) e Mila Chiovatto (Pinacoteca do Estado de SP) falam sobre a formação do professor de Artes e da importância da formação continuada com apoio nos museus, como a que acontece no Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca.

Publicado em 22 de mai de 2014





terça-feira, 14 de abril de 2015

Projeto Vincular - Pesquisa e docência, arte e educação


Projeto Vincular, segunda edição





O Projeto Vincular: pesquisa e docência, arte e educação é um projeto coordenado pela Professora Carmen Capra e destinado a professores de Arte na escola, outros professores de educação básica com interesse nesta área ou ainda estudantes de licenciatura em arte. O objetivo é promover vínculo entre pesquisadores e suas pesquisas em arte e educação com docentes atuantes em escola, facilitando o acesso destes a discussões atuais e que contribuam à sua atuação.

Nesta segunda edição, serão sete encontros mensais aos sábados, das 10h às 12h 30min, no MARGS. O primeiro encontro já aconteceu dia 11 de abril com a Professora Adriana Ganzer que tratou sobre "Encontros da arte e do museu com a educação: uma narrativa que passa da curiosidade à descoberta". Os demais encontros serão coordenados por 
Marília Forgearini Nunes (09/05), Carla Amaral (13/06), Larissa Bandeira (11/07), Ethiene Nachtigall (08/08), Vivien Cordonetti (12/09), Gabriela Bon (17/10. 

O curso é gratuito e as inscrições podem ser feitas pelo e-mail <educativo@margs.rs.gov.br>, pelo telefone do Núcleo Educativo do MARGS: (51) 3225-7551 ou pessoalmente no Museu, Praça da Alfândega, s/n, no centro de Porto Alegre.

Um olhar para as ações educativas do Mais Cultura nas Escolas

A partir de agora, eu Jéssica Pinheiro (Montenegro-RS), uma das escritoras deste blog coletivo, apresento e conto para vocês um pouco de nosso projeto inscrito e contemplado em 2014 em Montenegro-RS. 

Desde  o ano passado faço parte como mediadora da Rede de Mediadores da Galeria de Arte Loide Schwambach, em que também tinha como colegas de graduação e mediação mais três colegas e mais uma coordenadora que nos auxilia nas propostas e ações educativas. Atualmente a galeria e projeto conta com  três mediadores fixos e coordenação. 




Este projeto, inscrito em 2013 e contemplado em 2014 foi elaborado com o intuito de desenvolver ações educativas nas exposições  da Galeria de Arte Loide Schwambach realizadas mensalmente, bem como estimular a frequentação e a fruição, estendendo o diálogo da arte contemporânea exposta na galeria aos estudantes do ensino público, privado e de projetos sociais.


Como público-alvo deste projeto foram escolhidos os alunos das séries iniciais do Ensino Fundamental, mais especificamente do 1º ao 5º ano. Tal escolha justifica-se pela importância da educação do olhar ser desenvolvida desde o princípio da Educação Básica. O fato de que as séries iniciais da escola não possuem a disciplina específica de artes também contribuiu para a sua escolha na proposição das ações do projeto.

O projeto ainda encontra-se em desenvolvimento e ao todo iremos realizar 08 (oito) ações educativas por mês, durante o período de 07 (sete) meses letivos, num total de 56 (cinquenta e seis) mediações, atingindo um público constante e direto de uma média de 170 estudantes.

Mediação na exposição Sobre (ex) posição dos Graduandos de Artes Visuais

O objetivo principal deste projeto é promover o acesso e o conhecimento em arte – especialmente em arte contemporânea – ao público escolar, visando, primeiramente, instigar o interesse dos alunos em atividades diferenciadas oferecidas pela escola, ampliar o seu repertório visual e artístico e colaborar na formação de público, bem como contribuir para processos de ensino-aprendizagem mais criativos e significativos. Esses objetivos serão buscados através das ações educativas desenvolvidas com os estudantes e do curso de formação oferecido aos seus respectivos professores, a partir das exposições de arte contemporânea que são realizadas mensalmente na Galeria de Arte Loide Schwambach, da Fundação Municipal de Artes de Montenegro – FUNDARTE

Dentre os objetivos específicos deste projeto estão:

Proporcionar aos envolvidos no projeto (estudantes, professores e comunidade escolar em geral) formação continuada e encontros com profissionais da área de artes visuais (artistas, produtores e mediadores), além de oficinas práticas de gravura, contribuindo para a expansão do conhecimento da área e suas relações com as dinâmicas do cotidiano;

Possibilitar aos estudantes e professores da escola proponente a visitação a exposições de arte contemporânea e suas implicações formativas, envolvendo os saberes da arte, da cultura e da educação;

Visitação a exposição A carta

Desenvolver ações que aumentem o interesse dos alunos em atividades oferecidas pela escola, bem como instiguem a frequentação em exposições de artes visuais, transformando a galeria em um espaço de reflexão que proporcione ao seu público a vivência com a arte contemporânea, difundindo e expandindo o campo das artes visuais junto à comunidade envolvida;

Promover, através deste projeto, a divulgação das atividades realizadas na Galeria de Arte Loide Schwambach da FUNDARTE junto a outras escolas, já que se configura como um importante polo difusor da arte contemporânea na cidade e região.

A Escola E.E.F. Cel. Álvaro de Moraes, que é a escola contemplada do projeto localiza-se próxima à Estação da Cultura, antiga estação férrea que atualmente é o complexo cultural do município de Montenegro. No mesmo território localiza-se a FUNDARTE, cuja Galeria de Arte Loide Schwambach é o local onde a maioria das ações aqui propostas estão sendo realizadas. O projeto “Rede de Mediadores” da Galeria foi criado em 2003.


 As ações do projeto são:

Promover reuniões semanais e quinzenais com os mediadores ao longo da realização do projeto;

Mediadores preparando os materiais para a Oficina de Gravura na escola


Promover curso de formação continuada para os professores das turmas envolvidas no projeto, realizado em três etapas;

—Promover encontros com artistas que estarão expondo na galeria durante o período do projeto (já foram realizados dois encontros com artista), voltado para o público escolar.

Conversa com o artista local Fabrízio Rodrigues na exposição Galeria-Atelier-Casa-Vitrine


Promover oficinas prática de gravura, desenvolvidas em três eventos da escola (já foi realizada uma oficina de gravura), voltadas aos alunos e familiares; 
Oficina de Gradura realizada para alunos em sábado letivo


Isopogravura feita por um aluno


Oficina de Gradura com o Ensino Fundamental II


Oficina de Gravura e Kirigami para a comunidade em geral


Realização de duas mostras de trabalhos e registros fotográficos, na metade do projeto (Abril/2015) e no encerramento (Julho/2015), sendo que uma será realizada na Escola E.E.F. Cel Álvaro de Moraes e a outra na Estação da Cultura;



Ação educativa da exposição Galeria-Atelier-Casa-Vitrine


Ação educativa da exposição Mostra coletiva do Atelier Livre da FUNDARTE 


Ação educativa da exposição Sobre(ex)posição (Mostra de Conclusão de curso  de Artes Visuais de dois colegas de mediação)


Ação educativa da exposição Sobre(ex)posição (Mostra de Conclusão de curso de Artes Visuais de dois colegas de mediação)


Promoção de Evento na Estação da Cultura, para exibição do vídeo-documentário a ser produzido no final do projeto, voltado para toda a comunidade escolar (alunos, familiares, professores e funcionários) e para o público geral interessado, como culminância do projeto (Julho/2015).